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Saint-Tropez e suas janelas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Saint-Tropez e suas janelas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Se tem um lugar no mudo que gosto mais do que lasanha, este é a França. Foi pela paixão pela cultura do país, que conheci por meio das obras de seus artistas, é que aprendi seu idioma. E só muito tempo depois tive a oportunidade de conhecer “L’Hexagone” (como os franceses chamam carinhosamente o país, cuja geografia lembra um hexágono). Já passei por muitas cidades francesas, mas, fora Paris, a que mais chamou a atenção foi justamente aquela que acolheu a maioria dos artistas que admiro: Saint-Tropez.

A menor rua de Saint-Tropez (Foto: Priscila Dal Poggetto)

A menor rua de Saint-Tropez (Foto: Priscila Dal Poggetto)

A pequena cidade de pouco mais de 5 mil habitantes te recebe como se você fosse o vizinho da casa ao lado ou o parente distante que faz uma visitinha a cada cinco anos. De ruas estreitas e casinhas fincadas em uma montanha beira-mar, seus vilarejos escancaram janelas e portas aos turistas, tornando todos parte da mesma paisagem.

Sou o tipo da pessoa que adora ver o que o vizinho está fazendo — em São Paulo, por exemplo, uma das minhas diversões no trânsito é parar no Elevado Costa e Silva (o famigerado “Minhocão”) e olhar dentro dos apartamentos que beiram a via. Indiscutivelmente mais bonita, Saint-Tropez, então, trouxe-me a oportunidade de conhecer de lupa a paz da vida daquelas pessoas.

Ao passar pelas estreitas ruelas, você vê senhoras conversando de janela em janela, a família reunida na sala para um café da tarde, mergulha no saboroso cheiro das panelas de doce e absorve a bucólica paisagem de uma vida sem internet, sem carro, sem agenda apertada e sem pressa.

Saint-Tropez e suas ruelas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Saint-Tropez e suas ruelas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

“Allons-y! Allons-y!”, apressava a guia, que me tirava de um torpor melhor do que vinho. Tive de me despedir de Saint-Tropez, que em um adeus singelo, fez-me olhar para a esquina, onde estava estendida em uma vitrine de padaria a bandeira do Brasil. “Au revoir”, respondi em despedida à terra eternizada por Brigitte Bardot.

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Não tive tempo para comer nada em Saint-Tropez, mas passo aqui a receita de bolachinhas de lavanda, flor que é um dos símbolos da França e que desprende um perfume incrível enquanto os biscoitinhos assam.

Saint-Tropez e a padaria com a bandeira do Brasil  (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Saint-Tropez e a padaria com a bandeira do Brasil (Foto: Priscila Dal Poggetto)