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Citroën 2CV na Copa do Mundo (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Citroën 2CV na Copa do Mundo (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Estamos em agosto só e nem parece mais que uma Copa do Mundo passou por aqui. Tudo bem, o Brasil não é hexa. O Brasil tomou uma goleada inacreditável de 7 a 1 contra a Alemanha. O Brasil não está em paz com a inflação. Mas o Brasil ainda assim ganhou um presente em 2014: o mundo. Porque ir para o mundo é fácil. Mas são raras as vezes que o mundo vem até você.

E foi o que aconteceu com a Copa do Mundo sediada no país. Sim, o mundo veio. De avião, de ônibus, de navio, de carro… Ou de um incrível Citroën 2CV. Este sim eu conheci, tripulado por franceses apaixonados por futebol, viajar e, o mais importante, por pessoas. Posso dizer que eles vieram do mundo trazendo no porta-malas apertado do carrinho um compacto de Américas. Um outro mundo.

A começar pela origem do carro. Ele foi comprado por Eric Carpentier e Pierre Pitoiset de uma freira na França. O 2CV ficou com ela no convento por uns 20 anos e só saiu de sua divina proteção para viajar da França ao Rio de Janeiro, cruzando as Américas desde o Canadá. Uma aventura de 25.000 km em cerca de 180 dias em nome do projeto “Pan American Futbol”, elaborado pela ONG “A Cup of The World” — http://www.acow.org. A ideia era usar o esporte para juntar pessoas e criar uma interação com diferentes povos e culturas durante a viagem. O que sempre terminava em um bate-bola entre amigos.

Os novos amigos e suas assinaturas (Divulgação)

Os novos amigos e suas assinaturas (Divulgação)

E foi em São Paulo que eles passaram a fazer parte da minha Copa do Mundo também. Além de apaixonada por carros, sou assessora de Imprensa e Relações Públicas da Citroën e, por isso, os conheci. Durante uma parada para revisão técnica, pude tietar o clássico 2CV. E deixei a minha marca nele: uma mensagem na porta de lembrança do “país da saudade”, para se juntar a todas aquelas que de uma forma ou de outra foram deixadas como um pedacinho das pessoas que conheceram a máquina e seus três craques, Eric Carpentier, Pierre Pitoiset e Marec Ludovic.

A Cup of The World

Eric Carpentier e Pierre Pitoiset no 2VC ao chegar ao Brasil

“Queríamos provar que o futebol une diferentes culturas. E conseguimos”, sorriu Eric, ao mostrar os inúmeros recadinhos que coloriram o carro pintado de bola de futebol. A única frustração do trio de amigos foi não conseguir estacionar o 2CV dentro do Maracanã. Mas tudo bem. Um sonho não realizado sempre deixa aquele gostinho de “eu vou voltar”.

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Além de toda a festa de uma Copa que deu certo sim, foi uma série de momentos especiais com amigos e família. Em um destes momentos, preparei um almoço misturando ingredientes bem típicos do Brasil em um risoto: carne seca e queijo coalho. Confira aqui ou vá ao post anterior.

Bate-bola durante a viagem (Divulgação)

Bate-bola durante a viagem (Divulgação)