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Giselli em uma de suas portas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Giselli em uma de suas portas (Foto: Priscila Dal Poggetto)

Portas. Grandes portas coloniais. Escondem o interior de imóveis abandonados. Outros a restaurar. Belas casas, também as humildes. Cafés e restaurantes. Arrisco a dizer que a alma de Cartagena está em suas portas, afinal suas histórias ultrapassam séculos e guardam cada segredo, cada risada, cada declaração apaixonada, cada palavrão jogado ao vento por aquelas estreitas ruas. Não tenho ideia nem da metade do que estas sábias esculturas de madeira maciça conhecem da vida, mas sem dúvida suas belas poses inspira m a todos que por ali passam e, sem pudor, verbalizam pensamentos.

Entre tanto ir e vir, as portas se encantaram pelos sorridentes olhares de Giselli, esta apaixonada por…portas! A cada pausa para tirar fotos, Giselli conquistava tais enormes esculturas e me atentava a detalhes que, provavelmente, passariam despercebidos por mim a maior parte do tempo.

As pausas para as fotos viraram parte do nosso cotidiano em Cartagena. A ponto de se tornarem referência quando nos perdíamos entre os confusos nomes das ruas – a cada quarteirão o logradouro muda. Também virou uma programação vespertina, pós café da tarde: “vamos dar uma olhadinha naquelas ali?”

Eu tive a grande sorte de ser clicada por Giselli em frente a algumas de suas portas. Assim como tive a honra de obrigá-la a fazer pose em uma delas e prestar uma homenagem à viajante encantadora de portas (VEJA A GALERIA DE FOTOS).

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Atrás de algumas portas de Cartagena se escondem bons restaurantes. E entre tantas experimentações locais, a cocada de forno conquistou nossos corações. Passo a receita de uma ótima cocada, mas sabe como é. A porta daqui de casa jamais será como as de Cartagena.